quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PRIMEIRO EU QUERO FALAR DE AMOR...




"Meu amor se esparrama na grama
Meu amor se esparrama na cama
Meu amor se espreguiça
Meu amor deita e rola no planeta".
Chacal.


Outra palavras...

Siga esse conselho: deite e role no planeta!

Beijos saudosos.
Jr Vilanova.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

PREZADO CIDADÃO...




"Colabore com a Lei
Colabore com a Light
mantenha luz própria"

Chacal.

Outras palavras...

Chacal (Ricardo de Carvalho) nasceu no Rio de Janeiro, em 1951. Mais conhecido como músico e letrista — com parcerias célebres com Lulu Santos, 14 Bis, Blitz e outras bandas e compositores de sucesso —, Chacal é também, e sobretudo, um poeta criativo, original, irreverente. Surgiu com Muito Prazer , Ricardo (1971) e desde então colabora em antologias, revistas impressas e eletrônicas, em performances, como autor e editor de livros, cronista, guionista, o escambau.


LIVROS PUBLICADOS: 1971 (RJ) – Muito Prazer, Ricardo (Ed. do Autor); 1972 (RJ) – Preço da Passagem ( Ed. do Autor); 1975 (RJ) – América ( Ed. do Autor); 1977 (RJ) – Quampérius (Nuvem Cigana); 1979 (RJ) – Olhos Vermelhos (Ed. do Autor); 1979 (RJ) – Nariz Aniz (Ed. do Autor); 1979 (RJ) – Boca Roxa (Ed. do Autor); 1982 (RJ) – Tontas Coisas (Ed. Taurus); 1983 (SP) – Drops de Abril (Ed. Brasiliense); 1986 (SP) – Comício de Tudo (Ed. Brasiliense); 1994 (RJ) – Letra Elétrika (Ed. Diadorim); 1998 (RJ) – Posto Nove (Ed. Dumará/ Rioarte); 2002 (RJ) – A Vida é curta pra ser pequena (Ed.Frente); 2007 (SP) – Belvedere (Cosacnaify e 7 Letras)...



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terça-feira, 14 de setembro de 2010

"VIVER DO QUE CANTAR"



Não, não quero fazer inveja a nenhum amante da boa música, mas nesse momente vos escrevo ao som de "Ária", o novo trabalho do MESTRE Djavan! Já falei pra vocês que ele é o meu cantor favorito? Pois é, mesmo com um vasto gosto musical e admirando uma série de outros artistas brasileiros, a poesia, a voz e o talento musical desse - coincidentemente - alagoano me toca como poucas...


"Ária" não é só mais um lançamento na vasta carreira de Djavan, é simplesmente o primeiro trabalho que o cantor faz como intérprete! Autor de grandes pérolas da MPB, dessa vez dedicou-se apenas a elaboração dos arranjos, que aliás estão perfeitos... e por cantar, lógico! Continua cantando muito, cantando lindo, com a mesma vitalidade e segurança de sempre, só que agora reinventando-se, experimentando outros desafios e sabores!


E como todo bom e grande artista naturalmente não aceita cantar qualquer coisa, o repertório representou o maior dos desafios! Se a intenção era fazer bonito e soar original, não poderia pecar justamente nesse quesito.  Apostou então em nada menos que:   "Oração ao Tempo" (Caetano Veloso), "Disfarça e Chora"  (Cartola), "Palco" (Gilberto Gil ), "Valsa Brasileira" (Chico Buarque), Luz e Mistério (Beto Guedes e Caetano Veloso), "Brigas Nunca Mais" (Tom Jobim) etc. Aproveitou também para exercitar seu inglês e espanhol nas faixas "Fly me to the moon" (Bart Howard) e "La noche" (Enrique Heredia e Juan José Suarez), todas elas num formato acústico e muito requintado, características já conhecidas na arte de "Djavanear". Nessa empreitada, basicamente, apenas três músicos o acompanham: André Vasconcelos, Torcuato Mariano e Marcos Suzano.

Embora possua seu próprio selo, o Luanda Records, a responsável por colocar esse trabalho antológico nas prateleiras de todo Brasil, claro, foi a Biscoito Fino! E só pra variar, como já virou sua marca registrada, o material gráfico ficou belíssimo, coisa fina mesmo, que só pela foto da capa já dá pra ter uma noção, não? Charmoso, Djavan esbanja sua classe boêmia no lindo encarte. As imagens foram captadas  através da sensibilidade do fotógrafo Christian Gaul. A locação escolhida foi o Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ... chic demais! Mas vamos deixar que o próprio pai do projeto fale mais dele pra gente, que tal?


Acho que a palavra final é essa: "Chic"! Em todos os sentidos. "Ária" é um daqueles cd´s para se ouvir a qualquer hora, em qualquer lugar (mas não com qualquer companhia) e para estar entre as melhores aquisições de qualquer apaixonado pela música de bom gosto! Dúvida, é? Escuta aí então uma prévia:


Precisava dividir essa alegria com vocês!
Espero que também gostem do resultado.
Beijos.
Jr Vilanova.

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domingo, 12 de setembro de 2010

O mar da minha vida

"Percorria quilômetros de um mundo que não era o meu
Que não trazia liberdade nos dias que me oferecia
Onde as manhãs não tinham cores
Que ardia como fogo entre tantos dissabores


Mas a vida também é água
Como as ondas que nascem tontas
Sucessivas
Contínuas
Brandas ou destrutivas


Rasa era a vida que escolheram pra mim
E ainda assim
Não tinha começo, nem tinha fim
Nem perspectiva, nem direção
Como alguém que se perde em meio a toda aquela amplidão
Vivia num lugar
Onde a gente nunca cessa de nadar
E mesmo depois de cansar,
Ainda assim não conseguiu chegar


Mas hoje eu resolvi parar de dar braçadas
Esperar pra entender para que lado a maré quer me levar
Através das ondas que insistem em levemente me empurrar
Pra um lugar onde o tempo custe a passar!


E eu
Por tanto tempo desobediente
Entrego-me a leveza de ser
E de estar

Flutuando em silêncio
No verde desse mesmo mar
Que um dia, por um instante
Tentou me afogar!"

Apolinário Júnior
01/08/09.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

RECLAME


"Se o mundo não vai bem
a seus olhos, use lentes
... ou transforme o mundo.
ótica olho vivo
agradece a preferência"

Chacal.

Outras palavras...
Conheci a poesia e o estilo do bacharel em Comunicação  Chacal através do poeminha encantador "Rápido e Rasteiro", publicado aqui no blog em agosto de 2009! Como nos últimos meses tenho escolhido um nome diferente da nossa literatura para homenagear, resolvi prestigiá-lo durante as quartas-feiras do mês de setembro, que tal? Desse forma vamos descobrindo mais coisas sobre o autor de livros como "Nariz Aniz" (1979), "Boca Roxa" (1979), "Comício de Tudo" (1986) e "Letra Elétrika" (1994).

O estilo deliciosamente lúdico é o que mais me chama atenção em sua obra! Espero que os que não o conhecem também se encantem!
Beijo de quarta!
Jr Vilanova.

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domingo, 5 de setembro de 2010

DILEMA(S)


Me responda quem puder: é possível estarmos  felizes e angustiados ao mesmo tempo? Por mais improvável que possa parecer essa resposta, acabo de descobrir que  SIM! Alguns serão categóricos: besteira, já que tais sentimentos  em nada se combinam! Outros, tenho certeza, serão mais sensíveis a minha causa, principalmente, por talvez, quem sabe, já terem passado por dilemas parecidos...

Pois é, meus amados amigos, leitores e blogueiros igualmente especiais, 2010 tem se mostrado  um ano de radicais - e boas, confesso - mudanças. Juro que não é à toa que ultimamente vivo me justificando  por minhas ausências! É a vida real se sobrepondo as minhas atividades virtuais e sinceramente falando, acho que isso poderá acontecer numa frequencia maior do que eu gostaria... taí o porquê da minha alegria e angústia misturadas!

A constante atividade do blog nesse último ano tem me  proporcionado incontáveis alegrias, me  presenteado com  novos contatos, com  a descoberta espaços interessantíssimos, me permitido exercitar  habilidades, desenvolver  idéias e principalmente me aprimorar na arte de escrever (quem foi que disse mesmo que "blogar" é  bobagem?)... mas coisas assim, para serem verdadeiramente prazerosas, necessitam de dedicação e... tempo. Como diria Caetano Veloso, de "tempo, tempo, tempo, tempo"! E ele, "um dos deuses mais lindos", pra mim hoje  tornou-se ouro! A cada dia essa disponibilidade se  mostra mais valiosa e insuficiente. São  as novas responsabilidades profissionais se sobrepondo aos prazeres pessoais...

Não estou dizendo com isso que pretendo desistir desse trabalho iniciado com tanto comprometimento, mas sei que pelo menos nas próximas semanas, ou até meses, as coisas aqui no Contatos Imediatos, possivelmente  não  obedecerão  a mesma dinâmica e eu precisava anunciar  para que não se confundida com descaso e/ou desinteresse no assunto! Pelo contrário.

Continuo o mesmo! Continuarei tentando! As idéias ainda brotam, só a disponibilidade desse blogueiro é que diminuiu um pouco. ME DESCULPO PRINCIPALMENTE COM MEUS AMIGOS BLOGUEIROS, pois prestigiá-los também ficou um pouco mais difícil, mas não pretendo ser esquecido tão fácil! 

Prometo que voltarei, que estarei me fazendo presente dentro do possível.
Obrigado por tudo!
Beijos habituais,
Jr Vilanova.


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sábado, 4 de setembro de 2010

Incrementando a vida...


“Quem conta um conto, aumenta um ponto”... não, não concordo com o ditado popular. Na realidade não é bem assim! Melhor dizer: quem conta um conto “incrementa” vários pontos...
E que bom que é desse jeito, já imaginou o quão sem graça seria a vida sem alguém disposto a desempenhar esse papel? Reconhecer é preciso, incremento é algo substancial pra vida da gente, ou não? O que seria o registro de uma vida sem um bom incremento, gente?


Escrever é mais ou menos como pintar um quadro, só que com um diferencial: sem tintas! Trata-se de um exercício desafiador. Olhar para o papel em branco – ou para uma tela de computador da mesma cor, que seja – e assumir o compromisso íntimo de tentar torná-la mais interessante, diminuindo sua palidez, dando vida e dinamismo ao que antes apenas existia. Indiferente e sem perspectiva.


É um ato de coragem! Convenhamos, é preciso ser corajoso para expor o que se sente, o que se pensa, o que se quer, pois uma vez externalizadas tais particularidades, mesmo que estejam misturadas a mil e um versos, ainda assim sempre haverá alguém capaz de identificá-las e decifrá-las. Então, escrever também é não ter direito a muitos segredos! Quem um dia se propôs a desenvolver um diálogo aberto e sincero com o mundo sabe bem disso.


Do pergaminho ao pixel, desde sempre, a palavra exerce o honroso papel de ser um agente transformador... de dar sentido a tudo, querer – e conseguir - modificar a todos. Quando a palavra se une a música, vira canção. Ao produzir versos, logo se transforma em poesia. As nascidas das reflexões religiosas produzem a fé. Nas mãos dos médicos preservam vidas e na das autoridades viram leis, que por sua vez regem o mundo, que se desdobra na tentativa de se sobrepor ao caos. No cotidiano de qualquer pessoa ela se faz presente – inclusive no seu que me lê agora -. Aliás, essa é uma boa pergunta: no seu universo particular, que efeito produzem?


Se ler é viajar, escrever é conduzir! E quem conduz algo ou alguma coisa precisa de responsabilidade ao manifestar suas percepções do mundo e de todo o resto. Certamente elas conseguirão convencer alguém que tomará pra si aquilo que até então a outro pertencia. Formar opiniões, despertar sentimentos, desagradar, apaixonar... talvez por isso seja tão necessário continuar experimentando! Sem a palavra escrita estaríamos todos cegos!


Escrever também é brincar, mas atenção: brincar com coisa séria! Interagir com uma força que brota em “terra de ninguém” que ao mesmo tempo pertence a todos nós... e isso pode ser bem perigoso... ou maravilhoso!

Maravilha essa que habita na mente de quem escreve e nos olhos de quem lê!


Apolinário Júnior
Maceió, 19/07/09.

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domingo, 29 de agosto de 2010

“Ei, amigo, pague a vida!”


Um dos ditados populares mais antigos alerta e não é de hoje: “Tudo na vida tem seu preço”. Supostamente, erra quem pensa diferente. Ingênuo é aquele que tenta ignorar a parcela de sua “dívida” perante o que adquire.

Quem sabe, a razão pelo qual o valor das coisas não seja tão facilmente reconhecido – apesar dos alertas - seja por não ser cobrado nas condições monetárias habituais. Ou quem sabe seria pela mais pura falta de interesse do pagador em descobrir mais sobre essa negociação da sobrevivência – produto do nosso inevitável egoísmo -. Pra mim, particularmente, certo mesmo é que não há nada, absolutamente nada, que não possua seu preço equivalente... É, mas meu amigo é mais um que esqueceu-se disso! Ou evitou aprender. Ou não se interessou em averiguar o que há de veracidade nessa metáfora. O fato é que anda por aí criando seus personagens e iniciando novas contas, outras tantas dívidas...

Faz grandes planos, deseja sofregamente alcançar mudanças, busca suas melhoras e a vida, ainda no prejuízo, sempre insistindo em não atender os tais apelos. Ele não entende o porquê. Talvez precise compreender que não se pode desejar demais quando a doação é de menos! Precise aceitar que as idéias de esperteza acima da média e de vantagens fáceis só aumentam seu ônus... “Malandragem, dá um tempo!”... gostaria de ter o poder de despertá-lo para algumas de suas condutas, mas tenho certeza que se assim fosse, seria considerado tudo, menos amigo. Escrevo então o que sinto.

Entre seus desejos está a vontade de ser independente. E ser independente pra ele representa, antes de qualquer outro valor moral, ter dinheiro... Ter mais dinheiro que muitos, mesmo que não saiba ainda o que fazer com ele - pelo menos nada que ultrapasse a barreira intransponível da futilidade que faz questão de gritar aos quatro ventos -. No fim das contas, tal propósito se revela como uma espécie de orgulho por não precisar mais de ninguém e isso é ruim, porque não precisamos das pessoas apenas levando em consideração o que elas tem de vantajoso para nos oferecer... Elas precisam da gente também! Atrelando-se um desejo íntimo a uma perda qualquer de quem quer que seja, não se pode contar com a complacência do universo – que todo mundo já sabe, conspira! -. Prefiro acreditar que ninguém precisa incluir o lamento do outro em seus sonhos, porque desse jeito as coisas não acontecem naturalmente, ficam presas à mesquinhez e nunca conseguem ser plenas por mais que se tornem reais. E ele sofre sem perceber seu erro, ainda assim, não foi capaz de descobrir quem é de verdade o seu maior inimigo.

Deseja amar. Busca alguém. Sonha encontrar a metade da sua fruta preferida - seja ela classificada como maça, laranja, pouco importa, desde que não tenha um sabor amargo a oferecer -. Só se esqueceu que amar também é renuncia e que toda e qualquer convivência trará agregada os inevitáveis defeitos do outro – que acabarão por se mostrarem despudoradamente -. Porém, sem a menor culpa, ele insiste em ser intolerante com todos que lhe cercam. Assim não é difícil concluir que se alguém é incapaz de tolerar quem está próximo, se não faz questão de combater tal característica dentro da sua rotina diária, provavelmente ainda não esteja preparado para ser atendido em seus anseios amorosos. Pra quê? Que garantias a vida pode ter nesses casos? Estaria tal almejante sendo incoerente com os seus próprios desejos ou se mostrando incapaz de administrá-los? É preciso pagar o preço! Relacionamentos frustrados aglomeram-se em seu histórico. Ele continua sem entender o tal porquê. Desafios são oportunidades de amadurecimento, mas meu amigo não quer se dar ao trabalho de sequer tentar reconhecê-los. Condena. Maltrata. Renega. “Golpeia o adversário”! Esquecendo-se de querer melhorar-se, esquiva-se do acerto de contas. Acho até que até já perdeu suas contas. Talvez esteja devendo mais do que pode pagar.

Almeja também reconhecimento, mas é incapaz de cumprir com seus compromissos em tempo hábil. Ignora a maioria deles, está sempre atrasado na hora de usufruir dos mais promissores encontros, achando, quem sabe, que terá sempre uma segunda chance. Até quando? É expert em criar desculpas esfarrapadas e isso o arrasta à ingratidão com quem o estende a mão e dedica-lhe confiança. O que será que o faz crer que desperdiçando suas melhores chances alcançará suas maiores aspirações? Ao invés do esforço pessoal em melhorar-se, dedica-se ao condenável costume de furtar das pessoas o que elas têm de melhor – seja uma idéia, um sonho, um hábito -. Sua personalidade se assemelha a uma colcha de retalho, composta por coisas extraída dos outros. Isso é profundamente intrigante!

Hoje, desanimado com as minhas conclusões a respeito dessa amizade, me faço vários questionamentos: “Quando o sol irá bater em sua janela?” Até quando dividirá seu tempo entre tentativas frustradas e objetivos nitidamente inconsistentes? De onde virá o alimento para toda essa irresponsabilidade com seu próprio destino? Porque será que as tantas tentativas de alerta no seu caso são sempre ineficazes? Até quando acreditará inocentemente que sairá desse recinto em que atualmente pousamos morada sem pagar seu proporcional aluguel? A quem acredita repassar seus débitos? Quanto tempo ainda lhe resta para quitá-los? Quantas mais interrogações existirão nesse universo particular?


Hoje reconheço que ele me ensina a viver, mas curiosamente é incapaz de absorver algo de bom entre as suas próprias experiências e por isso padece. Mesmo que camufle sua tristeza atrás do seu bom humor exacerbado, sei que padece.

Assim segue a vida - e a vida do desse amigo - aguardando seu pagamento num valor justo, valor este que todos podemos arcar, mas que muitas vezes, por descuido ou falta de compromisso, negligenciamos...


Apolinário Júnior.
Música: ”Personagem” (Jorge Vercilo/ Ana Carolina)
Intérprete: Pedro Mariano.

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"TE SERVIR UMA POESIA..."



"Este é um poema de amor

tão meigo, tão terno, tão teu...

É uma oferenda aos teus momentos

de luta e de brisa e de céu...

E eu,

quero te servir a poesia

numa concha azul do mar

ou numa cesta de flores do campo.

Talvez tu possas entender o meu amor.

Mas se isso não acontecer,

não importa.

Já está declarado e estampado

nas linhas e entrelinhas

deste pequeno poema,

o verso;

o tão famoso e inesperado verso que

te deixará pasmo, surpreso, perplexo...

eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."

"Poeminha Amoroso", Cora Coralina.


Outras Palavras...

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu em 20 de agosto de 1889 na casa que pertencia à sua família há cerca de um século e que posteriormente virou museu em sua homenagem: A casa de Cora Coralina.  Personagem e símbolo da tradição da vida interiorana é considerada a grande poetisa do Estado de Goiás!

Cora possui uma bela história de vida. Doceira de profissão e com apenas instrução primária, publicou seu primeiro livro somente em 1965, já com 75 anos. Só a partir de então passou a ser reconhecida como a grande porta-voz de uma realidade interiorana já afetada pelo avanço da modernidade. Sua escrita simples, apaixonada, sensível lhe garantiu reconhecimento e admiração de nomes como Carlos Drummond de Andrade, que certa feita lhe escreveu: "(...) admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto, seu lirismo tem a força e a delicadezadas coisas naturais (...)".

Cora Coralina faleceu em Goiânia a 10 de abril de 1985 e nesse mês de agosto de 2010, foi a grande homenageada das "quartas da poesia" aqui no Contatos Imediatos, o que me deu muita satisfação...
 
 
Que nunca nos falte poesia e flores... apesar dos pesares, que nunca falte perfume e amor em nossas vidas!
 
Jr Vilanova.

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

"PARE, OLHE, ESCUTE"

Eis-me aqui novamente...


Me apresento para  novas postagens, diálogos, novidades. E também quero saber: os amigos, de que forma  iniciam mais uma semana? Todos na paz do Criador? "Que assim seja", então... "Amém", "shalom", "axé", "alá"! Vamo que vamo, mas devagar (e sempre), por favor! Pois pra quem ainda não sabia, estou me recuperando de uma semaninha "daquelas"...

Ainda rouco de tanta tosse, de cara amassada no formato do travesseiro  de tanto dormir, mereço chegar mais quietinho hoje (será que consigo?). Estive completamente "off-line", mas acabo de ligar o "siga-me" nesse exato momento. Quem vem? Cheguei bem disposto para as notícias de fim de semana... separei  duas  dicas bem legais, espero que gostem...

Pra ver...

Alguém aí já assistiu o filme "Jogo de Cena", de Eduardo Coutinho? Já ouviu falar, pelo menos? Pois é, ele estava a algum tempo na minha lista de indicações, mas ainda não tinha tido a oportunidade de fazê-lo. O negócio é  o seguinte: o autor do projeto convocou, através de um anúncio de jornal publicado em 2006,  mulheres interessadas em contar suas histórias de vida. Curiosamente, mais de oitenta apareceram e participaram da iniciativa, contemplando basicamente  assuntos ligados a afetividade familiar. De todas essas interessantes lições de vida, Eduardo Coutinho - um dos maiores documentaristas brasileiros em atividade - escolheu 23 e as transformou num filme! Idéia fantástica, não? Comovente, eu diria...


A grande sacada, porém, foi ter convidado atrizes como Marília Pêra, Fernanda Torres, Andréa Beltrão e  outras  desconhecidas do gande público para interpretar, ao seu modo, algumas dessas vivências. As histórias são contadas  tanto pelas protagonistas reais, quanto pelas atrizes, construindo assim uma fronteira entre realidade e ficção. Acho que Coutinho soube misturar muito bem depoimentos e as interpretações, que aconteceram no teatro Glauber Rocha completamente vazio. As vezes fica até difícil de saber que é a personagem, quem é a criatura.
Abaixo parte do trailer, retirado do site youtube! Espero que gostem. Lá também vocês podem encontrar outros trechos do filme, ok? Vale muito a pena: 



Para ouvir...

Mais um cd maravilhoso para matar as saudades de um grande artista brasileiro: Renato Russo! A Biscoito Fino ("e dá-lhe BF!") e a cantora Leila Pinheiro  acabam de colocar no mercado o  "Meu segredo mais sincero", uma baita homenagem ao ídolo pop  de toda uma geração. Nesse trabalho de extremo bom gosto, vários clássicos são revisitados em arranjos muito especiais, suaves,  que injetam  bastante leveza  ao rock da Legião Urbana. Inclusive, na minha opinião, esse é o seu grande diferencial! Poder ouvir pérolas do quilate de "Índios", "O teatro dos vampiros", "Daniel na cova dos leões", "Metal contra as nuvens", por exemplo,  através do canto reconfortante e contido de Leila é uma experiência fantástica (embora não seja inédita, visto que a cantora já gravou Legião Urbana em outros discos/oportunidades)!

Entre as 15 faixas do cd, estão  algumas das  mais populares no repertório da banda,  como é o caso  de "Pais e filhos", "Tempo perdido", "Há tempos"  e "Ainda é cedo"! Existe  ainda  a faixa  “La Solitudine”, canção italiana bastante popular, na qual Leila faz dueto com o poeta.
A parte gráfica dispensa comentários. Como de costume, linda! Mais uma vez a Biscoito Fino demonstra um  trabalho caprichoso  nesse sentido. As duas capas escolhidas foram  montadas a partir  de fotos antigas dos dois, fotos  essas  que  imprimem  a intimidade existente entre, digamos,  homenageante  e  homenageado.

Particularmente falando, não  imaginei que os dois tivessem uma relação tão próxima... Na realidade só passei a desconfiar dessa  amizade em 2006, quando  ela lançou o cd  "Nos horizontes do mundo" e incluiu nele o seu primeiro  dueto póstumo  com o ex-líder da Legião Urbana, uma parceria chamada "Hoje". Essa música,  inclusive,  compõe  novamente  o repertório de  "Meu segredo mais sincero",  porém, dessa vez sem a participação vocal de Renato. Pra falar a verdade achei até meio redundante colocar essa música outra vez, bem poderia ter optado por outro clássico  que soasse inédito em sua voz... mas já que trata-se de um trabalho que envolve sentimentalidades, ela deve ter lá suas razões...

As participações especiais ficaram por conta de nada menos que Dado Villa-LobosHerbert Vianna. A produção é de Cláudio Faria, Alê Siqueira e Márcio Reis Werderits, nomes conceituados e reconhecidos no mercado fonográfico.
Alguns críticos implicaram com a interpretação de Leila nesse cd. Julgaram como "excessivamente técnica". Pra mim ela está perfeita, o trabalho merece destaque e já faz parte das minhas melhores aquisições de 2010! No primeiro link disponibilizado (o site oficial do cd), é possível escutar trechos de algumas faixasRecomendo muito.

...

Acho que tinha mais coisa pra falar hoje, será?rs...

Espero que tenham gostado das dicas.
Fico por aqui!
Jr Vilanova.  

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

"CORALINDA"



"Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces.

Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha

um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede."


"Aninha e suas pedras", Cora Coralina.

Outras palavras...

Então é isso... viver é mesmo espelhar-se em bons exemplos, em excelentes e criativos conselhos e seguir com otimismo, reconhecendo as verdadeiras belezas no caminho que se escolhe trilhar...

Linda Coralina!
Beijos.
Jr Vilanova.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

'CORPORATIVOS'


Salve, terça-feira!


Cheguei. Principalmente,  para agradecer os comentários que foram deixados nos últimos dias e pela gentileza de sempre...

Sempre repito: Acho importante vez por outra reafirmar esse meu sentimento de satisfação, deixar claro que leio tudo, que percebo a chegada de mais um seguidor, coisas que a gente nem sempre consegue deixar claro na rotina das postagens, sim? Então eu uso a terça pra isso... pra isso, e claro, para outras coisitas más...

Pessoas, estou trazendo duas informações importantes e gostaria de contar com a colaboração de todos que passarem por aqui nas próximas horas... o negócio é o seguinte:

Sobre reconhecimento...

Já conversamos algumas vezes sobre a importância do reconhecimento para um blog/blogueiro. Afinal, ninguém dedica algumas horas do seu dia semanalmente para nada, certo? Sempre há uma boa intenção a mais em tanto esmero...




Pois é, então eu gostaria de convidar a todos para compartilhar do processo de reconhecimento pelo qual passa o amigo Guilherme Ramos, do Blog ‘Prosopoética’! Depois de todo esse  tempo de dedicação a poesia, o poeta  concorre a um prêmio que promete transformar sua obra em livro: 2º Prêmio BlogBooks! Já pensou que maravilha isso? Ver aqueles pensamentos que nascem numa hora qualquer de devaneio enfeitaram as prateleiras das melhores livrarias... nada mal, hein!



É isso aí. Para que esse sonho antigo torne-se realidade, ele conta com a nossa ajuda. A minha eu já dei! Basta clicar AQUI e digitar as palavrinhas que aparecem... dá pra fazer isso quantas vezes quiser, mas se você dedicar um único minutinho agora e o fizer, tenho certeza que já será de grande valia!



Ah, gostaria de deixar claro que estou fazendo isso de livre e espontânea vontade, principalmente por admirar e acreditar no talento de Guilherme. Sejamos corporativos, BASTA UM CLIQUE!



Cuidado com o "olho gordo"...

 

Gente, nem só de flores, amizade e reconhecimento vive um blogueiro... isso é fato! Imaginem vocês que Wanessa Villanova, do blog de moda “No Baú da Loira tem...”, foi vítima na última semana da maldade e inveja alheia! Como seu espaço vinha alcançando uma interessante audiência em poucas semanas, alguém insatisfeito com o resultado, cuidou de – não se sabe como – retirar seu blog do ar! Isso mesmo! Imagine a situação: você decide entrar no seu blog para atualizar as postagens e descobre que você simplesmente não mais existe na blogosfera, foi literalmente limado (a)... Dá pra imaginar o tamanho do susto e da revolta?Estou dando o exemplo dessa covardia, primeiro para alertar a todos dos perigos REAIS da internet, depois para convidá-los a conhecer esse novo espaço virtual.


É que além de muito inteligente e talentosa, Wanessa é danada, “retada”, e já retomou o seu trabalho, “sem traumas”! Hoje eu estou aqui para alertar a todos, pois ninguém sabe quem será a próxima vítima, e claro, convidar a todos para conhecer as novas dicas do Blog No Baú da Loira... garanto que as mulheres antenadas vão adorar!

 

Recados dados... sorte aos amigos... sorte pra nós!
Beijos.

Jr Vilanova.


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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

'ESCUTEM O QUE EU DIGO'


Podem chegar...

Todos preparados para as cotidianas surpresas e potenciais desafios de mais uma semana? Ok, ok... sigamos juntos então! Após um período conturbado e bastante corrido, aos poucos estou retomando a dinâmica normal do blog. Acredito inclusive que essa semana nos veremos com mais frequencia... teremos  mais Cora Coralina na quarta-feira, música na sexta, outras  repostagens, enfim,  espero  contar com a agradável companhia de todos.

...

Como de costume, trago nessa segunda-feira algumas dicas que julgo bem  legais. Claro, para isso, continuo levando em consideração, principalmente, o meu gosto pessoal, as minhas impressões e principalmente as minhas percepções, ok? Não sou nenhum crítico profissional, apenas gosto de dividir com vocês um pouco das coisas que acredito e julgo realmente interessantes! Repio sempre isso para evitar confusões, ok?

Então... Podemos? Vamos lá?


Recomendação nº1...


Esse fim de semana foi bem especial pela oportunidade que tive de receber amigos aqui em casa... muito divertido reencontrar pessoas queridas! Reafirmar laços de amizade, tão importantes na vida da gente (e que algumas vezes, por conta do excesso de cobranças ou de uma potencial incompactibilidade de gênios, são tão difíceis de conservar). Então a minha primeira recomendação de hoje é para você que anda sem tempo em meio a correria do dia a dia, encontre um momento e o dedique exclusivamente ao  reencontro  de pessoas pelo qual nutre admiração, consideração e respeito! Beijo à Sandro Omena, Vânia Laurentino e ao Fabisson, que chega agora nesse time... obrigado pelo encontro e pelo bom astral de sempre! Esse é o meu jeito de dizer "obrigado pela visita". Beijos carihosos.

Para ouvir...

Pra quem ainda não ficou sabendo, já se encontra a  disposição de todos o novo trabalho da cantora Roberta Sá! O cd chama-se "Quando o canto é reza" (lindo título, não?), conta com a participação do grupo carioca Trio Madeira Brasil e caracterza-se  como uma merecidíssima  homenagem ao compositor baiano Roque Ferreira (autor de mais de 400 canções, entre elas,  clássicos como "Água da minha sede" e "Encandeia", sucessos imortalizados por Zeca Pagodinho!). Depois de  ganhar  o reconhecimento da diva  Maria Bethânia - que gravou mais de  6 de suas canções  nos discos  "Encanteria" e "Tua" - Roque recebe  agora  esse   presente de Roberta, que com certeza ajudará muito na divulgação e valorização de sua obra.
No Cd, Roberta está cantando lindamente e se entregando com segurança  à composições bem diferentes do seu estilo mais contemporâneo. O  repertório  em si é forte quando retrata as nuances do misticismo baiano, quando fala de fé e  dos  curiosos personagens que compõem esse universo. Por outro lado, traz também toda leveza possível quando fala de amor, natureza e poesia!
Os ritmos são os mais variados - vão do samba carioca ao  ijexá -  e valorizam não só a interpretação segura da moça, mas o lado instrumental impresso brilhantemente pelo Trio Madeira Brasil... um toque e tanto de bom gosto! O disco, com toda certeza, está entre as melhores coisas que escutei esse ano!
Aos meus modestos ouvidos soou perfeito! Talvez pelo fato de descrever em seu repertório um cenário muito familiar as minhas lembranças mais especiais, o cheiro de maresia, a sonoridade que remete as festas nordestinas mais autênticas! Ficaram curiosos? Experimentem também, de coração aberto... não vão se arrepender! Como aperitivo, uma nova versão para "Água da minha sede"... Roberta numa das faixa do cd "Quando o canto é reza":
  

Pra ler...

 

Como eu sempre falo: o que me move é a vontade de descobrir coisas novas. Gosto mesmo é de saber, encontrar, experimentar. Nada deve ser definitivo, tão pouco previsível, rever nossos conceitos é quase uma obrigação. A minha dica de leitura de hoje comprova isso: "Vamos fazer barulho – a biografia de Marcelo D2" (2007), Ediouro, de Bruno Levinson.
Nunca fui muito fã de Marcelo D2, conheço pouco do seu ácido trabalho, contudo, isso não me afasta ou me impede de querer  desbravar o universo de sua arte. Reconheçamos que de polêmica em polêmica, D2 alcançou um status de astro pop e isso certamente  não se deu por acaso!  O livro  é composto por entrevistas diversas: além do artista,  familiares, críticos, jornalistas, pessoas da área artística e até mesmo com o desembargador Siro Darlan, que mandou prender o Planet Hemp por considerar que a banda fazia apologia às drogas (lembram?). A arte do livro está muito interessante, o trabalho despertou meu interesse e o trago como opção de leitura pra vocês hoje!

Vamos em frente? Sempre, né?
"Vamo que vamo que dá"!
Jr Vilanova.

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

“Felicidade chega de repente...”



Madrugada de uma segunda-feira que bem poderia ser ingrata. Chove. Todos dormem. Já passa da 01 da madrugada no auge do meu ócio criativo e eu acabo de me descobrir despretensiosamente feliz! Enquanto a cidade descansa, o silêncio é soberano e eu aqui deitado nessa rede, lendo uma deliciosa crônica de Manoel Carlos, ouvindo Gal Costa recitar lindos versos musicados enquanto outras palavras, em pensamento, me libertam...



Bem, o que interessa mesmo em tudo isso é que eu, decididamente, acabo de ser, de me descobrir feliz... imensamente satisfeito com o que tenho e com o que sou. Daquele jeito especial que a gente se arrepia todo e sorri demoradamente de olhos fechados... quem sabe eu até esteja diagnosticando nesse exato momento o meu conceito pessoal de felicidade e digo mais, ele me agrada muito!

 
Para o dicionário português, felicidade quer dizer: ventura, contentamento, bem-estar, boa sorte. Já no inconsciente coletivo tudo é bem mais subjetivo. Imagina-se que ela seja fruto da continuidade de momentos lindos, apoteóticos acontecimentos, grandes conquistas etc. Isso certamente dependerá muito do que cada um carrega em si, mas o certo mesmo é que felicidade de verdade é aquela capaz de transformar qualquer situação em inesquecível sem hora marcada. Felicidade de verdade corresponde a vontade de estar feliz e ela consegue, tranquilamente, ver beleza em tudo!

 
Coisa boa é assim, chega de repente, sem avisar, e quando menos se espera. E nem precisa de motivo especial. É uma notícia, uma ligação muito esperada, um convite oportuno na hora mais conveniente... Se estivermos receptivos, nos invade e pronto. Felicidade é isso. O meu conceito agora é esse.

Já sobre as minhas possibilidades, essas passam a ser incontáveis. As reconheço na  oportunidade de me confrontar com a  poesia de um livro, com as palavras de um sincero pensador. Enxergo ventura na linda voz que retrata e interpreta realidades particulares e ao mesmo tempo tão coletivas. Na inspiração que surge ao fechar os olhos e compartilhar de outros tantos universos... A felicidade percebeu meus prazeres mais íntimos e os está usando pra me fazer aprender mais sobre ela. Tem povoado meus pensamentos, incentivado meus sonhos mais estimulantes e me convidado a crescer de maneira mais “leve”.

 

E digo mais, não é que a tão procurada a felicidade mora aqui em casa! Vive discreta, mas sempre disponível! Está presente na liberdade de não precisar ceder aos compromissos diários e me obrigar a dormir cedo, por exemplo (poder ignorar o relógio me deixa ditoso!). O cheiro e o barulho da chuva nas folhas que ouço agora, o lençol perfumado que me protege do friozinho gostoso dessa madrugada, o suave sussurrar do mensageiro de vento na varanda que me acolhe, o aconchego e a  segurança de ter um lar, a barra de chocolate ao leite inteirinha pra mim, a proximidade do fim de semana e a promessa de tantos mais dias de ócio... e a imagem da pessoa amada sendo admirada em seu sono revigorante! Pois é, “de repente” é tempo suficiente pra gente despertar pra coisas importantes e perceber que elas não estão lá fora...

 
Não existem testemunhas para compartilhar minha ideologia apaixonada agora. Entre um balanço e outro, aproveito pra registrar uma sensação que não tem preço antes de me despedir dela, pois vai dando lugar a um soninho discreto...
“Mero excesso de visão poética”, dirão alguns! Não importa. Expor sentimentos tem seu preço. Essa noite eu fui muito feliz e por hora isso é tudo o que me interessa, pois quero lembrar disso quando acordar!


Apolinário Júnior.
Maceió, 08/07/08.
Música: “E daí?”.
Intérprete: Gal Costa.

Outras palavras...

Aproveitando o clima de reflexão que o poema de Cora Coralina promoveu ontem no blog (e da natural diferença entre as reações), resolvi repostar um texto meu, que foi publicado originalmente em 27/08/09, quase um ano atrás... na ocasião, compartilhei aqui alguns sentimentos muito íntimos, aqueles pensamentos especiais que marcam nossa vida pra sempre.

Taí, minhas humildes palavras revisitadas nessa quinta-feira!
Beijos.
Jr Vilanova.

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

HUMILDADE



"Senhor, fazei com que eu aceite

minha pobreza tal como sempre foi.


Que não sinta o que não tenho.

Não lamente o que podia ter

e se perdeu por caminhos errados

e nunca mais voltou.

 

Dai, Senhor, que minha humildade

seja como a chuva desejada

caindo mansa,

longa noite escura

numa terra sedenta

e num telhado velho.

 

Que eu possa agradecer a Vós,

minha cama estreita,

minhas coisinhas pobres,

minha casa de chão,

pedras e tábuas remontadas.

E ter sempre um feixe de lenha

debaixo do meu fogão de taipa,

e acender, eu mesma,

o fogo alegre da minha casa

na manhã de um novo dia que começa.”
Cora Coralina.

Outras palavras...

"Que assim seja"!

Que seu dia seja reflexivo!
Jr Vilanova.

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